quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Autoconhecimento

A caminhada do autoconhecimento é feita em uma estrada em constante expansão e desenvolvimento. Pegamos a estrada e não sabemos o percurso que faremos. Ele vai sendo conhecido, construído e modificado durante a caminhada. Isto acontece aos poucos com paciência, respeito, acolhimento e muito amor.

Sempre tive grande interesse por temas que envolvam o comportamento humano.
Ainda muito jovem me perguntava por que algumas pessoas reagiam de formas tão diferentes frente a uma mesma situação ou por que tinham opiniões e pontos de vistas tão distintos. A busca por esta resposta me fez trilhar muitos caminhos para conhecer e aprender sobre o comportamento humano.
É incrível saber que todos nascemos como seres únicos. Essa singularidade é característica genética do nosso DNA. Nossa composição genética exata nunca ocorreu antes nem se repetirá jamais.
Isto quer dizer que temos características únicas e próprias; desejos e inclinações que são exclusivamente nossos. Como se fossem nossa marca registrada.

Em seu livro “Maestria” Robert Greene diz que essa singularidade se expressa pela primeira vez na infância, por meio de certas inclinações primordiais. Ele explica que essas inclinações são forças dentro de nós que vêm de um lugar profundo, incapaz de ser descrito por palavras conscientes. Elas nos atraem para certas experiências e nos afastam de outras. À medida que essas forças nos movimentam para lá e para cá, influenciam o desenvolvimento de nossa mente de maneira muito específica. O autor diz que essa singularidade profunda quer se afirmar e expressar naturalmente.

Conforme nos afastamos de nossas inclinações, vamos nos afastando do nosso Ser e aos poucos vamos deixando de cumprir a nossa missão de vida, que é Ser quem somos.

Ainda citando Robert Greene em seu livro “Maestria”, ele exemplifica o que eu disse acima com uma linda metáfora em que diz: “ao nascermos, planta-se uma semente em nosso interior. Essa semente é nossa singularidade. Ela quer crescer, transformar-se, florescer em todo o seu potencial, movida por uma energia assertiva natural. A sua Missão de Vida é cultivar essa semente até o pleno florescimento, é expressar sua singularidade”.

 
Quantas pessoas maravilhosas, talentosas e brilhantes, cada uma em sua singularidade, estão escondidas? Quanto elas poderiam contribuir para o mundo vivendo a alegria de experimentar e viver a verdade do seu Ser? Sua singularidade?
A busca pelo autoconhecimento é a busca por conhecer esse Ser único que por diversos motivos escondemos, usando muitas máscaras e vestindo muitos papéis.

Através do autoconhecimento e da expansão da consciência podemos vivenciar este processo lindo e viver uma vida mais autêntica.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Alquimia Mental

Texto escrito por Marie Blanche
www.mariebize.com.br
 
"Por que alguns vícios parecem intransponíveis? Algumas obsessões recorrentes?

Parece haver uma parte de nós mesmos que se recusa a cooperar. Comum cair em erros quando ainda os são inconscientes. Difícil é compreender a dificuldade de sair destes círculos viciosos mesmo tendo consciência.

A consciência é o ponto fundamental para o início de qualquer trabalho de alquimia, todavia ela, por si só ,não sustenta a força para a mudança. O que sustenta a força de ação?

Além de reconhecer a existência de um espaço obscuro dentro de si e de iniciar o processo de auto observação e lembrança de si mesmo é necessário algo além. Um senso de conexão deve ser criado, o sentido da vida expandido, o processo de individuação iniciado.

Em diversas filosofias e tradições, a meditação é utilizada como recurso fundamental para o aquietamento mental fundamentalmente necessário para a possibilidade de criar um espaço vazio dentro da mente. Isso é tudo que é necessário. Pois este é o terreno fértil e necessário para brotar a semente da plenitude.

O trabalho de Visualização é basicamente o poder da meditação concentrado num objetivo. Um vazio direcionado. Uma energia de força mental para o objetivo sem criar expectativas de como isso deve extamente ocorrer.
O trabalho de Alquimia Mental é transformar o pensamento em ação criativa e criadora."


Fonte:
https://www.facebook.com/AlquimiaMental/posts/616879698377534

Psicologia Positiva

O que é Psicologia Positiva?

A Psicologia Positiva investiga a dinâmica dos relacionamentos saudáveis, fatores que levam grupos de trabalhos a resultados satisfatórios e a realização pessoal duradoura.

Fonte:
https://www.facebook.com/InstitutoDePsicologiaPositivaEComportamento


O vídeo abaixo é bem explicativo sobre o tema:



Fonte:
http://www.psicologiapositiva.com.br/biblioteca/videocast.php

Felicidade pra quê?
 
No ano de 2000 Barbara Fredrickson, pesquisadora da Universidade de Michigan, recebeu um prêmio da John Templeton Foundation por seu trabalho acerca da função das emoções positivas. Por meio desse estudo, descobriu-se que as emoções positivas (e, por extensão, a felicidade) possuem uma finalidade muito maior do que, simplesmente, a de promover o bem-estar.  
Emoções positivas tais como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, fortalecem nossos recursos intelectuais, físicos e sociais dos quais podemos lançar mão quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresentam no ambiente.

Esse estudo também mostrou que, ao contrário do que ocorre com as negativas, o cultivo das emoções positivas promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, deixando as pessoas abertas a novas idéias e experiências.

Considerando que, a partir da Revolução da Informação, as sociedades têm se tornado cada vez mais complexas e interdependentes, alguns pesquisadores são enfáticos ao afirmarem que do cultivo das emoções positivas dependeria a própria sobrevivência da espécie humana. No mundo corporativo essa realidade se repete.
Por isso, muitas empresas ao redor do mundo têm traçado suas estratégias de gestão de pessoas baseadas nos princípios da Psicologia Positiva. Todas elas cientes de que a promoção da felicidade no ambiente de trabalho pode, além de atrair e reter talentos, transformar-se numa poderosa fonte de vantagem competitiva.

Fonte:
http://www.psicologiapositiva.com.br/psicologia-positiva/tela-psicologia.php













Acesse o site abaixo para ler a matéria e assistir ao vídeo referente à foto acima.

http://www.flowpsicologiapositiva.com/wordpress/

 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Perda X Enfrentamento

A perda é uma situação difícil para todas as pessoas capazes de se envolverem emocionalmente com outro ser humano. Há diversos tipos de perda, mas o objetivo deste texto é falar sobre a perda de um companheiro ou companheira por morte física.
 
Ninguém é capaz de medir a dor de alguém que perdeu seu companheiro(a), porque cada pessoa sente de uma maneira própria. Podemos ter empatia pelo outro, imaginar o quão difícil seja passar por esta dor, podemos até passar pela mesma dor, mas ninguém jamais sentirá da mesma forma que outro ser humano.
 
Ao passar por uma situação desta, cada pessoa terá de achar sua própria maneira de enfrentamento.
 
Em terapia é possível trabalhar a elaboração da perda, falar sobre ela, chorar por ela, trabalhar o luto.
 
Há, contudo, muitas maneiras de enfrentamento e elaboração. Ouvir histórias de outras pessoas, por exemplo, pode ser de grande conforto. Aprendemos que elaborar um luto não é um processo linear. Há dias bons e dias muito difíceis. Há os dias em que a esperança não pode ser vista, outros em que ela é capaz de brilhar.
 
Recentemente li o blog de Angelo Merendino chamado "The battle we didn't choose" (A batalha que não escolhemos). Após 5 meses de casado, sua esposa descobriu que estava com câncer de mama. Após 4 anos de luta ela morreu. Uma das formas que Angelo encontrou para enfrentar essa perda foi fazendo este blog em que ele conta sua história com a esposa. Ele é fotógrafo, então, registrou vários momentos com a esposa. Expôs suas fotos em galerias, gravou vídeos sobre sua história. Ele conta como foram os anos na luta contra o câncer. A ajuda que teve de grupos de suporte. Suas lutas e como tem sido após a perda.
 
Abaixo segue o blog de Angelo:
 
 
Outra história de perda e enfrentamento que acompanho é a de Lisa Nieme Swayze, que foi casada com o ator Patrick Swayze. Patrick morreu em 2009. Como já escrevi neste blog, Lisa adotou várias maneiras de lidar com a perda do seu marido, com quem foi casada por 34 anos. Recentemente acessei seu blog e li algumas de suas postagens nas quais podemos perceber claramente sua batalha nesta jornada de enfrentamento, com altos e baixos, mas que, apesar disto, ela tem uma mensagem de esperança. Em seu último post, de Junho de 2013, chamado "Stronger" (mais forte), ela escreve:
 
"I think I’m lonely tonight because I feel so very, very sorry for that girl who was me a year ago. And there was nothing I could do to help her. But I hold her in her loneliness. And I tell her that I understand. And I remind her that she needs to forgive herself. For not…being perfect…for not….finding her way. And I’d like to whisper in her ear that it’s not over until the fat lady sings. I’d like to whisper that very, very good things are going to happen, and she will receive unexpected gifts in the future. Many, many, very, very, unexpected gifts".
 
"Eu acho que estou sozinha esta noite porque eu sinto tanto por aquela garota que eu era um ano atrás e não havia nada que eu pudesse fazer para ajudá-la. Mas eu a acolho em sua solidão. E eu digo para ela que eu entendo. E eu a relembro que ela precisa se perdoar. Por não... ser perfeita....por não.....encontrar seu caminho. E eu gostaria de sussurrar em seu ouvido que não está acabado enquanto ela tiver vida. Eu gostaria de sussurrar que boas, coisas muitos boas vão acontecer e ela receberá presentes inesperados no futuro. Muitos, muitos, muitos, muitos presentes inesperados".
 
Abaixo segue o site de Lisa:
 
 
Gostaria de terminar com a frase de Nicole Sobon:
 
"Sometimes the hardest part isn't letting go, but rather, learning to start over"
 
"Às vezes, a parte mais difícil não é deixar ir, mas aprender a recomeçar"

 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carreira - Perseguir o sonho

Perseguir um sonho é não desistir frente aos obstáculos; é buscar estratégias para torná-lo realidade; é ter força para lidar com a frustração da espera e com as circunstâncias que enfrentaremos no caminhar.

Primeiro é preciso acreditar no sonho, depois é importante buscar alternativas de por onde começar. Muitas vezes precisamos andar por outros caminhos antes de chegarmos à rota do sonho; estes caminhos nos sustentarão até que possamos, enfim, realizar o sonho.
 
Luciana Ribeiro

Abaixo segue uma transcrição de um comentário de Max Gehringer para a rádio CBN em 29/10/10 sobre perseguir um sonho ou buscar uma carreira de sucesso:

Bobeei", escreve um ouvinte, dando a conclusão antes mesmo de explicar a situação. Ele conta o seguinte: "Comecei a trabalhar cedo, mas não conduzi a minha carreira corretamente. Mudei de área e de empresa diversas vezes, sempre seguindo meus sonhos, ideais e convicções. Fui muito filosófico e pouco prático. Hoje tenho 32 anos e não cheguei a lugar nenhum. Ainda dependo do meu pai financeiramente, tenho um currículo psicodélico, que não me ajuda a conseguir entrevistas, e muito menos um bom emprego. E estou desempregado mais uma vez. Não sei o que faço. Continuo seguindo meu coração, buscando o que gosto de fazer, com a esperança de que um dia serei recompensado?"

Vamos lá. Uma vez, eu respondi a um ouvinte que ele, entre fazer o que gostava ou o que daria mais dinheiro, deveria optar pelo dinheiro. Assim, um dia, ele teria dinheiro suficiente para fazer o que gostava. E alguns ouvintes escreveram discordando da minha opinião.

Mais recentemente, quando falei sobre os cursos que geram mais oportunidades no mercado de trabalho, um par de ouvintes me recriminou por não ter dito que um jovem deveria escolher um curso que mais gosta, e não o que daria mais retorno material imediato.
 
São opiniões sensatas, de pessoas que devem estar fazendo o que gostam, e ganhando dinheiro com isso. Mas que são mais a exceção, do que a regra. Não que a mensagem do ouvinte de hoje seja definitiva, mas ela me parece retratar melhor o que é o mercado de trabalho.

Muitas vezes, há uma dicotomia entre o que gostamos de fazer e aquilo que fazemos bem. Quantos jovens não gostariam de ser músicos, e acabam optando por estudar direito ou administração, e indo trabalhar numa empresa? E aí, descobrem que são muito bons em algo que não era a sua primeira opção emocional, mas conseguem construir uma carreira bem sucedida.
 
Eu sou a favor de qualquer pessoa que queira perseguir um sonho, desde que a pessoa entenda que a recompensa por isso não será garantida. E eu diria mais: a grande maioria dos profissionais que conheço não tinha a carreira atual como primeira opção, quando eram jovens.

Há casos em que procuramos uma carreira, e há casos em que uma carreira nos encontra. Ao nosso ouvinte, eu diria que sim, ele deve fazer agora, mesmo que não goste muito, algo que lhe permitirá fazer mais tarde, apenas o que ele gosta.

Max Gehringer, para CBN.
 

Mercado de Trabalho

Adolescentes de todo mundo enfrentam desafios para conseguir entrar no mercado de trabalho. Isto acontece devido às constantes mudanças que acontecem na economia e nas mudanças de direções do mercado de trabalho, exigindo dos profissionais: flexibilidade, capacitação e personalidade.

Sabe-se que o bom profissional precisa ter conhecimento técnico, estar alinhado às competências valorizadas pelo mercado e antenado com as novas tecnologias e tendências na área de atuação, mas o que realmente as empresas esperam dos jovens profissionais?

Os empregadores pontuam que características comportamentais dos jovens são diferenciais na hora de escolherem o candidato. Quanto a isto, o jovem pode se perguntar: Mas como construir diferenciais quando você ainda não tem experiência?

Não existe uma receita pronta para construir aspectos pessoais, mas alguns pontos são importantes de serem olhados:
 
  • Baixa capacidade de adaptação ao ambiente de trabalho;
  • Habilidades sociais,
  • Atitude e etiqueta no trabalho.
Desta forma, o melhor jeito de aprender a usar a personalidade a favor da carreira e de adequar o comportamento à realidade do universo corporativo é participando de projetos profissionais ainda durante a sua formação, se envolver em trabalhos voluntários, empresas Junior, estágios, realizar cursos complementares e outras ações que ampliem seus contatos e experiências profissionais.

Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais competitivo, no qual a pressão por resultados é sempre crescente e dramática. Devido a isto, as empresas esperam que até mesmo os jovens apresentem qualificações mínimas.

Muitas empresas entendem a dificuldade de investimento em uma educação e também o fato de o sistema educacional brasileiro enfrentar problemas, mas dizem que aconselham o jovem a se preparar ao máximo, buscando oportunidades  de formação em centros comunitários, programas do governo, enfim, onde for possível obter alguma preparação.

Para os jovens que estão no Ensino médio as empresas aconselham  que eles aprendam, melhorem seus padrões de leitura, escrita e informação, pois isso vai ser decisivo para um emprego no futuro.

Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) diz que o jovem precisa investir tempo em sua qualificação, uma porta de entrada que seria interessante é a capacitação de voluntariado, pois atuando como tal o jovem vai adquirindo a capacitação  que o qualificará para um emprego satisfatório.

Abaixo Max Gehringer fala um pouco sobre mercado de trabalho.
 
 

Orientação Vocacional

 
A escolha da profissão não é para sempre, ela coincide com a fase do desenvolvimento na qual o jovem está se descobrindo novamente. É o nascimento existencial; quando ele está definindo sua identidade: quem ele quer ser e quem não quer ser. É o momento em que o jovem está buscando conhecer-se melhor, seus gostos, interesses e motivações.

Escolher é decidir, entre uma série de opções, a que parece a melhor naquele momento. Cada escolha feita faz parte de um projeto de vida que vai se realizando.

Em inúmeros casos, a escolha se realiza de forma arbitrária, condicionada por razões alheias ao próprio jovem. Sejam elas de ordem social, política ou econômica; estas o levam a ingressar em determinado curso universitário ou não, sem nem mesmo saber os motivos, com a vaga sensação de que realmente escolheu seu destino profissional, ou que, na verdade, a opção foi vigiada por fatores incontroláveis, impossíveis de serem discriminados nitidamente por ele próprio enquanto sujeito livre, consciente dos determinismos que o cerceiam e capaz de transcendê-los.
 
A Orientação Vocacional tem por objetivo facilitar o momento da escolha ao jovem, auxiliando-o a compreender sua situação específica de vida, na qual estão incluídos aspectos pessoais, familiares e sociais. Através de testes e conversas, um facilitador auxiliará o jovem a pensar e descobrir quais caminhos pode seguir, bem como a conhecer seus talentos, habilidades e aptidões.
 
A reportagem abaixo foi ao ar no jornal hoje e fala sobre orientação vocacional.


" A verdadeira profissão do homem é encontrar seu caminho para si mesmo" (Hermann Hesse)