quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Da série sobre “compulsão alimentar”. Texto 4

Hoje quero compartilhar com vocês a terceira coisa que fiz para me ajudar a perder peso, instalar hábitos mais saudáveis e lidar com a compulsão alimentar: Malhação e alguns procedimentos estéticos (drenagem linfática e massagem modeladora).

Como eu citei em textos anteriores, a compulsão alimentar está associada a um movimento que busca uma recompensa emocional e esse movimento é realizado através de uma ação autodestrutiva, que é o comer em excesso. Como o comer compulsivo e em excesso acaba se tornando um hábito, muitas vezes ele acontece sim como uma busca da psique de alívio emocional e outras vezes apenas como um hábito já instalado e uma necessidade fisiológica.

Por esse motivo a prática de hábitos saudáveis vai possibilitar a criação de um novo caminho no cérebro, que após algum tempo, será capaz de substituir o padrão anterior autodestrutivo. Mas isso demora um pouco. Algumas pesquisas indicam 21 dias, outras 66 dias.  Pessoalmente acho que alguns hábitos precisam de um pouco mais de tempo para serem instalados. Enfim, o importante aqui é a certeza que precisamos repetir o novo hábito por algum tempo para ele se fortalecer.

Sobre a malhação eu também escolhi algo que me traria prazer. Enfatizo isso, porque uma premissa importante para fortalecermos um hábito é que ele seja prazeroso, do contrário nosso sistema de autossabotagem vem com tudo. Então eu sabia que se começasse de cara com a musculação ou ficando na esteira eu ficaria entediada e me autossabotaria. Foi aí que decidi fazer aula de dança (Zumba) que durava 45 minutos e uma aula de abdominal que durava 20 minutos. Metas atingíveis para mim naquele momento. Eu sabia que não adiantaria fazer um treino de 2 horas. Preferi começar aos poucos e persistir. Fiquei nessa rotina por 6 meses (exercício, dieta e drenagem) e após esse tempo, eu já tinha eliminado 13 kilos. Daí dei início à musculação. Como eu já tinha instalado o hábito de ir para academia, fui aos poucos aumentando meu treino. Hoje continuo com a Zumba, com o abdominal e a musculação.

Sobre os procedimentos estéticos que citei, eles em combinação com a dieta e com a academia deram um resultado muito bom. Além de também estimularem a sensação de prazer e hábitos  saudáveis. Isso é algo que eu vou sempre enfatizar porque no lidar com o comportamento compulsivo, que também é autodestrutivo, precisamos criar caminhos de bem-estar, ações e atividades, pois esse hábito de fazer coisas saudáveis e que te façam bem vai se fortalecendo e diminuindo a força dos hábitos autodestrutivos.

Fácil tudo isso? Claro que não. Eu estava extremamente focada, pois estava cansada de me sentir controlada pela compulsão. Triste em ver meu corpo cheio de celulite (inflamação) que me causava dores. Me sentia cansada e sem energia. Foi uma decisão bem profunda: QUERO ME SENTIR BEM COMIGO. QUERO CUIDAR MAIS DE MIM. QUERO CUIDAR DO MEU CORPO, ELE É MEU VEÍCULO PARA VIVER MINHAS POTENCIALIDADES E MEUS TALENTOS AQUI. SE ELE NÃO ESTIVER BEM EU NÃO VOU CONSEGUIR SER A MINHA MELHOR VERSÃO AQUI. QUERO EXPRESSAR MINHA GRATIDÃO PELA VIDA CUIDANDO DO MEU CORPO.

É com esse foco que, a cada dia, eu escolho fazer escolhas saudáveis. Nos dias em que eu vivencio uma angústia muito profunda eu vejo meu padrão de comer compulsivamente vir à tona, eu observo, percebo, vejo que ele ainda existe e muitas vezes vem forte, mas eu percebo que todo meu esforço e disciplina na construção de hábitos mais saudáveis fortaleceram minha escolha de dizer não ao impulso. De conseguir me segurar. De observar qual parte de mim busca alívio. Qual dor está vindo à tona pedindo a comida como forma de alívio e eu acolho essa dor, com amor e aceitação. 

#malhação #foco #bem-estar #psicologia #terapia #autoconhecimento #gratidão #autocuidado #mudançadehábito #instalaçãodehábito

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Da série sobre “compulsão alimentar”. Texto 3.

Sabe aquele dia que tudo que você mais quer é comer aquela pizza bem gostosa, uma batata recheada de strogonoff e depois um pote de sorvete Haagen daz de cheesecake? Ficou assustado? Parece muito? Bem-vindo à realidade da vida de um compulsivo alimentar. Sim, fiz isso várias e várias vezes. Sozinha claro. Porque na frente dos outros o que iriam pensar sobre mim? Essa é outra característica das compulsões. Muitas vezes nos envergonhamos e vamos comer escondidos de todo mundo. E que vergonha falar disso com outra pessoa né? Vão nos chamar de “gulosos”, “descontrolados”, “que coisa feia”, “olha sua barriga”......e tantas outras frases. E o pior é ir  a uma festa e ter que comer pouco, porque a gente não vai pedir 5 pedaços de bolo. Embora a vontade e o estômago receberiam facilmente, mas novamente, o julgamento.....O que os outros vão pensar? “Que descontrolada”..... Aí o que a gente faz? Quando sai da festa passa numa padaria e faz a nossa festa particular.

Daí as pessoas falam para a gente ir para academia, fazer dieta e se controlar. Parece fácil. Mas na hora que a abstinência da comida chega, com ela vem o padrão, construído há tanto tempo e com força total. E aí, com o que recompensaremos nossa psique? Como driblar a fisiologia e a neuroquímica? O que fazemos? Ah e sobre ir para academia e ver aquela pessoa magrinha e sarada? E a vergonha do meu corpo? E o desconforto? Como saímos desse vício do hábito instalado? Como nos conectar e instalar hábitos mais saudáveis? Como lidar com a compulsão e com a vergonha?

Sabemos que uma vez que um hábito é criado e fortalecido, é bem difícil sair do “piloto automático”. Por exemplo: a gente começa aquela dieta, super firme, de repente passa em frente àquele restaurante, padaria, etc... que tem aquela comida que dá água na boca só de pensar......e aí.....? pronto! Olha o gatilho. Já foi puxado. Só conseguimos pensar na “bendita” comida. Por que isso acontece? A gente saliva e muitas vezes só consegue para de pensar na comida após comê-la porque o cérebro já antecipa a recompensa antes mesmo de recebê-la. Como já estamos condicionados e o hábito criado, o simples fato de passar em frente ao local já foi gatilho para que seu cérebro percorresse o caminho da recompensa e agora que isto foi acionado, todo o corpo pede para concretizar a ação de comer para ter a recompensa já acionada.

O autor Charles Duhigg explica isso muito bem em um livro muito bom chamado “O PODER DO HÁBITO”. E ele fala que só conseguimos “desligar” esse gatilho, de um hábito já instalado e fortalecido, ao criarmos um novo hábito que vai sobrepor o antigo. O caminho do hábito antigo estará para sempre no cérebro, pois  houve a criação e fortalecimento de uma sinapse (comunicação entre os neurônios), mas com a criação e fortalecimento de um hábito novo, o antigo perde a força. Ou seja, temos que criar um novo caminho no cérebro, que também te dará recompensas e diminuirá o poder de alguns hábitos não tão saudáveis serem gatilhos para certos comportamentos, no nosso caso, o da compulsão alimentar. E como criamos um novo hábito? Dia após dia, na repetição, no persistir. Na disposição interior de mudar. Na visualização do porquê é importante criar esse novo caminho mais saudável. Cada pequena atitude de amor e cuidado com você vai fortalecendo seu padrão construtivo, sua pulsão de vida e criando um novo hábito. Por isso eu insisto em fazermos coisas que nos causem alegria, prazer e satisfação. Uma nutrição holística. Começar a criar o hábito de alimentar nosso corpo, mente, olhos, ouvidos, presença, com coisas boas, coisas que nos conectem com a vida, com a alegria, com a confiança. A compulsão alimentar está ligada com nosso padrão autodestrutivo. E eu sempre falo que, a melhor forma de combater a escuridão é acender uma luz. No meu entender, a criação de hábitos construtivos e saudáveis e o fortalecimento deles é a melhor maneira de combater a “escuridão” da compulsão alimentar.

Vamos juntos!!!! 
Nas minhas próximas postagens continuarei compartilhando dicas e estratégias que usei e me ajudaram a vencer a compulsão alimentar e ter um relacionamento amoroso e saudável com meu corpo e com minha alimentação ;)

#opoderdohábito #foco #mudança #novoshábitos #disciplina #disposiçãointerior #amorpróprio #alegria #felicidade #saúde #bemestar #autoconhecimento #terapia #conhecimento #disciplina #persistência #pulsãodevida #luz

domingo, 17 de dezembro de 2017

Da série sobre “compulsão alimentar”. Texto 2.

Como eu disse no meu texto anterior sobre fazer dietas, eu já fiz muitas e a maior dificuldade em todas elas foi suportar a vontade descontrolada de comer doce ou carboidrato. Para mim, estes sempre foram os vilões no quesito “abstinência”. Os primeiros dias são os mais terríveis, mas aí tem aquele dia que é ainda pior, que vem uma vontade descontrolada de comer. E eu sempre falo que algumas compulsões te permitem ficar com abstinência total da substância gatilho, mas no caso da comida, eu não consigo ficar sem comer. Não consigo me isolar na minha casa e não ir a nenhum evento social, não consigo não me expor à oferta de comida. Mais um desafio que um compulsivo alimentar sabe muito bem como é. 

Enfim, a segunda coisa que aprendi e que foi fundamental para eu não dar as minhas “desandadas” e conseguir manter uma dieta saudável foi saber que um corpo bem nutrido pede cada vez menos comidas não saudáveis. Quando ouvi isso pela primeira vez confesso que não fez muito sentido mas, após estudar o assunto mais profundamente e aplicar na minha vida, realmente vi resultado. Por exemplo, com uma dieta balanceada que me permite acesso à gama de nutrientes que meu corpo necessita, meus picos de compulsão ficaram menores. Outra coisa ESSENCIAL foi conhecer que alguns alimentos são mais gatilhos para compulsão que outros como, por exemplo, o açúcar e o carboidrato. Por que eles são tão viciantes? Quando comemos açúcar ou carboidrato, regiões do cérebro de prazer e recompensa são ativadas, daí sua glicemia dispara, o cérebro libera dopamina que dá prazer, o pâncreas libera insulina em grandes quantidades para reduzir a glicose no sangue (e a insulina alta leva ao acúmulo de gordura), tão rápido quanto a glicemia subiu ela despenca. Quando a glicemia despenca e o corpo fica sem açúcar, ou com baixo nível de açúcar, ele envia sinais de abstinência ao cérebro. Esse movimento de glicemia alta, liberação de altas doses de insulina para baixar e o despencar da glicemia, é um movimento que causa fome constante e desejo por mais carboidrato e açúcar. Esse ciclo fica se repetindo constantemente a cada ingestão dessas substâncias. 

De posse desse conhecimento, o que eu fiz? Como não consigo ter uma dieta sem carboidratos total e nem sem açúcar, fui conhecer e aprender sobre os tipos de carboidratos e açúcares mais saudáveis e que causam picos de insulina menores e passei a usá-los em baixas quantidades, mas não os tirei da minha dieta. Fui aprender receitas funcionais com eles e as incluo na minha dieta. Essas receitas me dão prazer, são nutritivas, gostosas e não causam picos tão elevados de insulina e, consequentemente, o acúmulo de gordura é menor e o movimento da compulsão também. Com isso, minha experiência com a abstinência na dieta foi muito melhor, porque quando me vinha ou ainda me vem a vontade de comer aquele doce, eu como, mas um que é feito com alimentos mais funcionais, que não são gatilho para o ciclo do pico de insulina que eu citei acima e, portanto, não acionam o gatilho da compulsão. Pelo contrário, me saciam com pouca quantidade e eu fico bem feliz 😊.

A dieta que adotei e mais funciona para mim é uma dieta rica em gorduras boas e baixo carboidrato, também conhecida em inglês como dieta “high fat, low carb”.

Até a próxima ;)

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Da série sobre “compulsão alimentar” - Texto 1

Todos nós aprendemos maneiras de aliviar o sofrimento emocional em algum momento da nossa vida, esse é um processo bem individual. Uma vez que aprendemos o que funciona para nossa psique, como forma de alívio, temos a tendência de repetir o mesmo comportamento todas as vezes que nos vemos diante de uma situação que nos cause sofrimento emocional. Por exemplo, perceba ao que você recorre quando se sente triste, desiludido, estressado, cansado, desmotivado, frustrado, com raiva ou com medo. Você come? Fuma? Bebe? Usa drogas? Pratica esporte? Joga? Trabalha? Compra? Estuda? Assiste TV? Ouve música? Foge? Viaja sem parar? Tem sempre um compromisso ou evento social para não ficar só? Faz trabalho voluntário? Vive numa busca incessante pela perfeição? Medita? Faz Yoga?

Seja qual for sua forma de lidar com o sofrimento emocional, todos nós, sem exceção, aprendemos uma e todas elas fazem parte da mesma rota no nosso cérebro, ligada ao sistema de recompensa. As compulsões, por exemplo, nascem dessa necessidade que nossa psique tem de buscar alívio emocional. E por que algumas pessoas pegam rotas mais destrutivas que outras? Por que algumas se viciam em crack e outras em esporte?  Essa é uma pergunta que envolve muitos fatores, mas de forma breve posso dizer que isso está ligado à individualidade de cada pessoa, suas crenças e suas vivências desde o útero materno até seu desenvolvimento no geral.

Eu sou uma compulsiva alimentar, convivo com o transtorno desde o início da minha adolescência. Foram muitos anos de dietas, academia, ganha peso, perde peso, enfim......mas o fator mais característico de qualquer compulsão é a sensação de que ela é mais forte que nós, que não tem jeito, que tentamos, conseguimos por um tempo e depois.....olha nós lá de novo na mesma história. Isso é sempre carregado de muita frustração e o sentimento de desespero, tristeza e impotência.

Esse ano de 2017 foi um ano muito especial na minha vida nesse quesito. Completei 35 anos em abril. Iniciei o ano com 81 kilos, o máximo que já havia chegado. Estava bem acima do meu peso. Tenho 1.69 m. Estou terminando o ano com 66 kilos, peso esse que venho mantendo desde Junho. Algo inédito desde meus 13 anos. Não fiz nenhum tipo de cirurgia nem dietas super restritivas. Mas fiz sim grandes mudanças na minha alimentação e na minha rotina.

Mas algo que percebo que tem sido bem importante é a observação do que está acontecendo na minha mente e é gatilho para minha vontade de comer descontroladamente coisas bem gordas e nem um pouco saudáveis.

Irei compartilhar aqui com vocês, aos poucos, o que me ajudou e ajuda a lidar com a minha compulsão alimentar. O que me ajuda a lidar com o padrão autodestrutivo que está por trás da compulsão e fazer escolhas saudáveis e em prol da vida e do meu bem-estar.

Hoje gostaria de compartilhar a primeira coisa que fiz: escolhi uma dieta que eu sabia que conseguiria seguir. Aquela que melhor se adaptava ao meu corpo, minha individualidade, minha rotina e meu gosto particular.

Compartilhe também o que te ajuda. Muitas pessoas sofrem com esse transtorno. Juntos podemos nos ajudar muito!

Até breve!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Missão de Vida

Agradecer é uma prática que eu tenho hoje que acontece com muito mais frequência, pois não foi sempre assim. Refiro-me à gratidão pela existência, pela vida, pela oportunidade de estar de passagem neste mundo fazendo o que eu faço e tendo a chance de vivenciar as experiências que vivencio e descobrir uma nova dimensão de mim a cada novo dia.

Precisei tirar muitos véus de ilusão e limpar muito as lentes com as quais enxergava o mundo. Precisei ir fundo nos meus traumas e medos para poder me libertar deles, para não ser prisioneira do meu passado nem viver ansiando pelo dia de amanhã, com medo da falta e da escassez.

Mas essa caminhada de viver no princípio da abundância, da confiança e do amor e não no da escassez e do medo, exige muita consciência e trabalho interior. A cada dia, um novo eu nasce, e com ele, acessamos memórias antigas e medos que trazemos não só nossos, mas das nossas gerações anteriores e da sociedade como um todo. 

Foram muitas as pessoas que cruzaram o meu caminho e compartilharam sua caminhada comigo, me ajudando imensamente neste processo. Profissionais, amigos, professores, familiares, escritores e mestres espirituais que, com o seus pensamentos e viver no mundo, influenciaram muito para que eu pudesse acessar meu melhor, minha potência de vida, minha missão, a abundância e o amor existentes neste universo.

Escolhi a profissão que escolhi por vocação e amor e sei que ela está alinhada com minha missão de vida. No exercício do meu trabalho e ao iniciar um novo projeto, sinto-me conectada com minha essência mais profunda e essa essência entra em ressonância com a Consciência Cósmica, fazendo com que tudo faça sentido e esteja conectado, numa contínua sincronicidade. 

Dentro das minhas áreas de atuação, várias vertentes me permitem abordar missão de vida. Na minha atuação como Coach, por exemplo, uma das minhas partes favoritas é o desenvolvimento da missão. No meu trabalho como Psicóloga Clínica, uma das muitas coisas que me encantam, é poder participar deste processo de tirar véus e limpar lentes para que as pessoas encontrem e enxerguem seu eu autêntico, limpem seus medos e ressignifiquem traumas; para poderem olhar para seus potenciais, suas qualidades, aquilo que elas têm de único e especial, sua contribuição singular para o mundo e conectarem-se com isso, saindo da esfera do medo e da escassez e indo para a esfera da abundância e do amor!

O quanto você se sente alinhado com sua missão? O quanto sente que está fazendo aquilo que faz você sentir-se conectado com o todo? Deixando sua contribuição única para o mundo?

Se isso não é uma realidade para você hoje e é algo que gostaria de vivenciar, conecte-se com essa energia, faça coaching, terapia, participe de grupos que tenham isso como proposta, leia pessoas que já falaram sobre o tema e busque. Existe muita abundância aqui para todos nós!

Se já quiser começar ler mais sobre missão de vida, acesse o link abaixo, que é um compilado que eu fiz de algumas mensagens e um trecho importante retirado do livro “Maestria”, de Robert Greene.

https://drive.google.com/file/d/0B_2mjr_ubOOyNl9BdU9zUE1mSVU/view?usp=sharing



sábado, 30 de abril de 2016

A energia que pulsa

Temos um infinito potencial de energia dentro de nós, uma energia que quando acessada nos deixa em pleno êxtase pela sensação de sermos um com a existência. Vivenciamos um estado em que o medo não existe e somos puro amor e potencial criativo.

Alguém disse que o pensar é o nosso maior problema. E isto faz muito sentido quando vivenciamos processos que movimentam a energia vital do nosso corpo e nos fazem acessar nossa identidade de forma muito expandida, mas tão logo começamos a tentar entender e julgar esse processo, a energia expandida se dissipa quase que instantaneamente, contudo, um registro da preciosidade daquele momento acontece: Criamos um caminho!

Quando estamos na mente há medo, focamos nossa energia em algum pensamento, damos atenção para algum drama ou nos apegamos a algo externo para darmos algum sentido para nossa vida. A mente questiona, desconfia, duvida, teme, julga o tempo todo, incansavelmente; pede mais, diz que precisamos fazer mais para sermos amados, aceitos, melhores, bem sucedidos e isso se repete em um grande círculo vicioso.

Mas quando estamos no corpo, não há o externo. É só você e Deus, só você e o Universo. Não há medo, há muita inspiração. Dá vontade de ser tudo que queremos, TUDO QUE JÁ SOMOS, mas não fazemos porque nossa mente logo começa a trabalhar, julgar, ocupar-se.....Quando estamos no corpo há confiança em quem somos, acessamos nossa essência divina e nesse processo, é possível observar o movimento de contração e expansão muito claramente, estar com o outro não é angustiante e estar sozinho também não.  É possível ir e vir, entrar e sair, estar e não estar e, em todas as situações: ESTÁ TUDO BEM!

Tenho aprendido que o processo de “Consciência” não acontece com a mente, acontece com o corpo, com o coração. Acontece quando limpamos os canais de energia que bloqueiam o acesso à nossa fagulha divina e então, quando acessamos essa energia, que é fonte de puro amor, acessamos nossa potência, acessamos nossa luz. Essa sensação, que é como ser uma com o Universo, é o mais próximo que já experimentei de Deus. Uma grande alegria. Uma sensação preciosa de completude.

Tentamos entender com a mente, entender nossos processos, nossos traumas, onde erramos, onde “erraram” conosco, onde podemos melhorar; julgamos, buscamos um culpado e uma razão para entender por que agimos como agimos e passamos o que passamos. Obviamente a mente é um canal de conhecimento e compreensão, mas como disse o amado mestre Osho: “a mente deve estar a serviço do coração”, porque só o conhecimento mental, só a cognição, dentro da minha experiência, não são suficientes para gerar uma transmutação e nos levar para um grau mais elevado de Consciência e plenitude. Quando ficamos muito no nível mental, fortalecemos o processo de condicionamento, de jogo de poder, acusação ou vitimização.

Podemos ir além da mente, temos toda essa energia de vida, de criação e inspiração dentro de nós. Nosso corpo tem memórias muito antigas, criamos defesas não somente mentais, mas corporais também. Quando trabalhamos no nível corporal acessamos essas memórias e sentimos a vida de forma muito diferente de quando temos uma compreensão mental de algum processo, tão diferente que a sensação falará por si só. Não queira entender, apenas confie no processo.

Tudo que precisamos fazer para acessar nossa energia de vida é estarmos presentes no nosso corpo, observar, sentir, perceber, dançar, mexer, soltar, soltar nossas defesas, permitir.... e então, sentir o medo se dissipar e a luz do amor, da alegria e da completude surgir e brilhar de dentro.

Hoje, 30 de abril de 2016, participei de um grupo muito lindo cuja proposta de trabalho é caminhar com as pessoas, através de trabalhos corporais e meditativos, nessa busca pela potência e luz que temos dentro de nós.

Gratidão ao grupo DEVIR e a todos que participaram do encontro, pois com muito amor, me proporcionaram a mais um dia, acessar essa minha fonte inesgotável de potência, confiança e amor.

https://www.facebook.com/Luciana-Ribeiro-Psic%C3%B3loga-e-Coach-314726152277048/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Escolhas

O que exatamente me impede de realizar aquilo que tenho vontade? Escolher o que me faz mais feliz? Por que eu escolho algo mesmo percebendo que isto, na maior parte do tempo, me traz sofrimento e angústia?

A partir do momento em que passamos a existir no útero da nossa mãe já iniciamos nosso processo de vínculo; nossa neuroquímica  já está sendo formada. 

Aprendemos desde muito pequenos a nos identificar com a alegria ou com o sofrimento, com o medo ou com o amor, com a escassez ou com a abundância. Em nosso DNA trazemos traços, características e memórias de gerações anteriores.

Ao nascer, iniciamos também um processo social; aprendemos, com o tempo, que existe um Eu e um outro. O ambiente externo em que crescemos e as pessoas com quem convivemos nos transmitem sua forma de olhar o mundo, que por sua vez, muitas vezes, é a forma de olhar o mundo de seus pais, avós, etc.....

Com a combinação de tudo isso adquirimos nossas crenças e é como se elas fossem "sacolas cheias" que vamos acumulando ao longo do caminho e as carregamos com apego e resistimos muito em deixá-las para trás porque sentimos que elas são a nossa identidade, que sem elas não conseguiremos caminhar, ou até, sem elas não sabemos caminhar.

E é nesse ponto que, muitas vezes, começam algumas das nossas questões na vida: como vivenciar meu "Eu",  fazer o que quero, aquilo que me faz mais feliz, com tanta bagagem?

Se tentamos tirar uma "sacola" sentimos culpa, medo e até desespero. Como deixar ir aquilo que eu percebo como parte de mim, mas que está pesando demais, para vivenciar uma nova forma de pensar, de olhar e caminhar de forma mais leve? Mais autêntica? Mais feliz?

Essa é a caminhada do autoconhecimento e da transformação. De aprender a nos relacionar/vincular a partir do prazer, da alegria e da abundância e não do medo, da dor, da culpa ou da escassez. É preciso aprender um novo caminho, criar novas sinapses, experimentar, ousar, olhar e nos desprender de pesos desnecessários para que consigamos vivenciar a nossa própria jornada e missão.

Eu sei que essa não é uma jornada fácil, mas é possível. É importante caminhar com pessoas que já tenham trilhado esse caminho e ainda o fazem, afinal, este não é um processo de começo, meio e fim. Essa caminhada é uma construção constante, pois todos os dias estamos nos descobrindo, constantemente algo morre e nasce nas nossas vidas.

Pela minha experiência posso dizer que tem valido muito a pena trilhar essa jornada.

Minha gratidão aos meus pais que me proporcionaram a experiência de estar aqui, aos meus mestres, terapeutas, grupos que participo e participei, amigos e a todos que têm feito parte desse meu processo de autoconhecimento e transformação.

E você, como tem se sentido em relação às suas escolhas? Como está sendo a sua caminhada nesse momento?

Reflita!


E como diz a mensagem acima em inglês: "Sua vida é um presente para este mundo, escreva sua história, compartilhe sua paixão, brilhe sua luz e ame com todo seu coração. Dessa forma você deixará ondas de amor neste planeta".

https://www.facebook.com/Luciana-Ribeiro-Psic%C3%B3loga-e-Coach-314726152277048/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Do trauma ao tantra

Existem duas grandes forças que nos movem: o amor ou o medo.

Muitos de nós em algum momento da existência viveu um trauma e para que déssemos conta de sobreviver emocionalmente, criamos uma camada de proteção para que não acessássemos esse trauma novamente.

Quando isso acontece a energia do medo toma conta e nos ajuda a sustentar essa proteção como uma forma de sobrevivência. Essa proteção se manifesta em forma de diferentes comportamentos. Só que isso também nos distancia da energia do amor, e a energia do amor é a que nos leva a um estado de confiança relaxada, de empoderamento, de estar em contato novamente com a nossa essência (um local de amor e presença).

Voltar para esse estado tem feito parte da minha caminhada, da minha busca pessoal. E é com muita alegria e gratidão que relato que o curso "Do trauma ao Tantra" com Talib e Shubhaa Fisher me proporcionou acessar este estado.

A energia e o amor que envolveram o curso com certeza foram as bases para que eu pudesse mostrar minhas vulnerabilidades e, paradoxalmente, ao fazer isso acessei imediatamente minha força e uma grande fonte de amor.

Durante uma dinâmica com o grupo aprendi algo que levarei para toda minha vida: que se gasta muita energia para sustentar uma defesa (essa camada de proteção que citei) e ao abrir mão disso, abre-se espaço para a energia circular e ser canalizada de uma forma muito melhor. Senti uma leveza muito grande. Como se eu tivesse aberto espaço para minha criatividade fluir; um estado de expansão. E como psicóloga, é claro que eu compreendia isso com a mente, mas jamais havia sentido isso com o corpo. Sou muito grata a esse grupo e aos queridos Talib e Shubhaa Fisher.

Não foi um curso em que minha mente precisou entender, mas um curso em que meu corpo sentiu a limpeza de medos e o fluir da energia do amor, o amor pela minha vida, pelo meu corpo, pela existência.

Foi o deixar ir de memórias e aprendizados de dor e de medo para poder dizer SIM para experiências de prazer e alegria!

Muito difícil explicar em palavras. Muito mesmo! Existem coisas que não podem ser atingidas por palavras. Esse curso é uma delas!

Gratidão à Osheanic International e a todos que fizeram parte dessa experiência!

Obs: Existem várias definições sobre a palavra TANTRA, para mim o Tantra é um estado de presença, amor e confiança!

https://www.facebook.com/Luciana-Ribeiro-Psic%C3%B3loga-e-Coach-314726152277048/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Todos os outros dias

O que faço com cada novo dia que recebo?
Como decido vivê-lo?
Que emoções tomam conta de mim?
É certo que um dia morrerei, mas como decido viver todos os outros dias é uma escolha pura e unicamente minha.
 
Quando escolho dizer sim para mim, para minha verdade, para atividades e pessoas que contribuem para a expansão da minha energia, estou escolhendo dizer sim para a vida, estou escolhendo como quero me sentir e como quero enxergar o mundo ao meu redor.
 
Um sim para mim, significará muitas vezes um não para o outro e para muitas outras atividades, mas se esse sim é a minha verdade, eu sei que é o caminho, afinal, se ele não for verdadeiro, se eu disser sim querendo dizer não, o final de tudo isso será ressentimento e angústia.

E isso não significa que eu nunca faça isso, ou seja, que eu nunca fale um sim, quando na verdade queria dizer não. Esse na verdade é um grande desafio, desafio que tenho ficado consciente dele a cada dia, através de terapia, cursos, meditação.....
 
A verdade é o único caminho que me liberta das minhas prisões, medos, traumas e é o único caminho capaz de me levar para meu centro. Um lugar cheio de amor e presença.
 
Na minha caminhada pessoal e profissional vejo a importância de percorrer esse caminho!
 
E é assim que escolho viver todos os outros dias!!!!!
 
Espero que essa reflexão possa te ajudar na sua caminhada!
 
Gratidão!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Diga sim à vida


Nossa mente exerce um papel importantíssimo na maneira como nos sentimos. É ela que interpreta eventos e dá significado para eles.

Ela direciona nossos pensamentos e, a partir daí, podemos sentir culpa, medo, sofrimento, prazer, alegria, etc...

É de extrema importância para nossa saúde emocional observar a mente atentamente e duvidar do que não promove a vida.

A dor é um estado de alerta. Quando estamos bem, ficamos tranquilos, mas se, por exemplo, machucamos nosso dedo, ficamos em estado de alerta para não machucar o local repetidamente. Se sentimos uma dor no estômago, logo procuramos um médico ou tomamos medicamento. Não conseguimos ficar passivos diante da dor. Ela pede ação.

O sofrimento já é diferente, ele entorpece, hipnotiza. Ficamos mergulhados nele, geralmente com muitos “e se.....”. E nossa mente cria um estado de sofrimento tão grande que nos leva a muitas doenças e transtornos, a citar a depressão, ansiedade, síndrome do pânico, etc...

É válido lembrar que os muitos “e se....” que criamos dentro da mente são completamente inúteis e podemos escolher tratá-los como tal. Porque o “e se...” nunca existiu. É apenas uma ilusão criada pela mente. Fazemos nossas escolhas baseado no que temos de vivência e experiência hoje. Nossa mente não é a mesma de ontem, imagine 10 anos atrás. Como poderíamos ter tomado essa ou aquela atitude? Se enxergamos um melhor caminho hoje é porque nossa mente de hoje pensa assim, mas 10 anos atrás ela fez o que tinha experiência e consciência para fazer naquele momento.

Ficar pensando no “e se...” só consome uma energia que poderia ser empregada para investir em consciência e autoconhecimento, para viver um hoje mais saudável e, consequentemente, um amanhã também mais saudável.

Por isso, a consciência e a observação dos pensamentos são de extrema importância. Quando sentimos dor emocional, assim como a dor física, é sinal de que algo não vai bem. É necessário olhar para dentro, sentir nossa energia vital, perceber o que está causando a dor e não ficarmos passivos diante dela. É preciso observar conscientemente para não entrarmos em sofrimento, pois, este cega, hipnotiza e nos deixa envolvidos, muitas vezes, numa teia de pensamentos negativos que ao perceber, já estamos questionando o sentido da existência.

Todos temos dentro de nós um “Eu sábio”, há diversos nomes para ele, alguns também o chamam de intuição. Enfim, essa é uma voz que não engana, que é clara, que não mente. Nossa mente pode até se envolver com nossos pensamentos e mentir para nós mesmos, mas nosso “Eu sábio” não mente, ele é nossa energia vital, que vai em direção à vida.

Ouvir e seguir o “Eu sábio”, assim como observar a mente com consciência,  é dizer sim à vida.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sombra

A sombra é um dos principais conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.
Ela é o lado obscuro, o lado oculto e sombrio da nossa personalidade. Segundo Jung, ela abriga instintos animais que herdamos das espécies primitivas ao longo das eras. Acolhe as ideias, desejos, tendências, memórias e experiências reprimidas ou ocultadas por serem incompatíveis com os padrões sociais ou com padrões que impomos a nós mesmos. Ela contém o que consideramos inferior, aquilo que negligenciamos e aquilo que queremos ocultar ou negar.
 
Conheci o conceito da sombra bem antes de iniciar o curso de Psicologia. Durante minha graduação estudei um pouco sobre a sombra e através das leituras e workshops de Debbie Ford, que estudou Carl G. Jung profundamente, tenho me aprofundado neste conceito.
 
Tenho aprendido e reconhecido a importância de conhecer, acolher e iluminar nosso lado sombra.
 
Jung disse: "Aquilo que não fazemos aflorar à consciência aparece em nossas vidas como destino".
 
Quantos fatos sobre nós, aceitamos como "destino", eu sou assim, não tem jeito,....?
 
Tentamos negar nossa sombra, pois a vemos como algo terrível.
 
Como Psicóloga, estudante do comportamento humano e na minha própria trajetória em busca do autoconhecimento percebo a atuação da sombra, seus efeitos e como muitas vezes não conseguimos valorizar e nem ao menos enxergar nossas qualidades e talentos, pois estamos lutando para negar aspectos indesejados em nós. Estamos lutando para não ser aquilo que está contido em nossa sombra.
 
Foi a partir disso que percebi a importância deste processo de conhecimento, acolhimento e iluminação da sombra no caminho da transformação.
 
O trabalho que Debbie Ford fez durante grande parte de sua vida no sentido de ensinar as pessoas a conhecer, acolher e iluminar essa parte presente em todos nós é um processo de extrema importância para integrar uma parte nossa que guarda tesouros importantíssimos e atingir a totalidade do nosso ser.
 
Bill Spinoza disse: "Aquilo com que você não consegue coexistir não o deixará existir".
 
É importante trazer à consciência essa parte nossa para que possamos trilhar um caminho mais autêntico.
 
Connie Zweig disse: "Cada um de nós contém um Dr.Jekyll e um Mr.Hyde: uma persona agradável para uso cotidiano e um eu oculto e noturnal que permanece amordaçado a maior parte do tempo. Emoções e comportamentos negativos - raiva, inveja, vergonha, falsidade, ressentimento, lascívia, cobiça e tendências suicidas  - ficam escondidas logo abaixo da superfície, mascaradas pelo nosso eu mais apropriado às conveniências. Em seu conjunto, são conhecidos na Psicologia como a sombra pessoal, que continua a ser um território indomado e inexplorado para a maioria de nós".
 
Explorar esse território, iluminar nosso lado sombra e acolher nossa totalidade é responsabilidade única de cada um.
 
A sombra tem um papel importante na busca pela Luz, pois quando mergulhamos fundo em nossos aspectos mais assustadores, retornamos trazendo à tona as nossas qualidades.
 
Debbie Ford sugere que prestemos atenção aos nossos próprios sermões. Projetar nos outros nossas dificuldades é julgar e condenar aquilo que não gostamos em nós mesmos. O sermão na verdade vale para aquele aspecto que nós mesmos estamos ocultando.
 
O mundo é um grande espelho e através dele podemos ver nossos comportamentos e atitudes. Enquanto não assimilarmos e aceitarmos o nosso lado sombrio, ele nos espreitará. Quando entendemos que ele faz parte de ser humano e aceitamos esses aspectos como parte integrante do ser, rompemos as correntes que amarram a nossa felicidade.
 
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Elogiar

Tive uma professora muito querida na faculdade que disse em uma aula algo que ficou gravado na minha memória. Ela falou que quando um professor enfatiza muito o comportamento “negativo” de um aluno, dizendo coisas do tipo: “Ah, fulano não tem jeito....Esse aí só procura encrenca, não quer saber de estudar, etc....”, isto acaba reforçando naquele aluno essas características e comportamento; fazendo, muitas vezes, ele tomar aquilo como verdade absoluta sobre ele.

Acontece o mesmo com os filhos, quando os pais enfatizam apenas as coisas “negativas”.
Ela dizia que é importante enfatizar as coisas boas; não ficar trazendo à tona as coisas “ruins”. Isto, obviamente, não quer dizer não corrigir ou ensinar, ou ainda, não apontar algo  que a pessoa precisa desenvolver para crescer e melhorar. Quer dizer, simplesmente, não dar ênfase às características e comportamentos “ruins”. É importante reforçar aquilo que a pessoa tem de bom, trazer à tona suas potencialidades e qualidades. Com o tempo isso construirá uma imagem mais positiva e fortalecida na pessoa e o comportamento “ruim” automaticamente tende a diminuir. A pessoa começa a gostar de ser elogiada e, por escolha própria, passa a dar mais ênfase ao comportamento positivo.
Quando enxergamos nossas qualidades e potencialidades abrimos espaço para uma nova forma de nos enxergar, querendo buscar cada vez mais isso dentro de nós, pois é algo que nos impulsiona a crescer, a nos desenvolver e sermos melhores.
Enfatizar coisas “negativas” faz a pessoa “murchar”.
No filme “Como estrelas na terra - toda criança é especial” há um professor que conta para os pais de Ishaan, uma criança muito talentosa e que tem dislexia, a história das ilhas de Salomão. Ele diz que nessa ilha quando os nativos querem parte da floresta para agricultura eles não cortam as árvores. Eles simplesmente se juntam ao redor delas, gritam xingamentos e dizem coisas ruins. Em alguns dias a árvore seca e morre. Ela morre sozinha.
As palavras têm esse impacto.
Elogiar, trazer à tona as coisas boas, qualidades e potencialidades é como regar um planta e aguardar para ver seu lindo florescer.
Façamos isso com nós mesmos e com os outros para que, juntos, possamos desfrutar desta gostosa e agradável paisagem.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Autoconhecimento

A caminhada do autoconhecimento é feita em uma estrada em constante expansão e desenvolvimento. Pegamos a estrada e não sabemos o percurso que faremos. Ele vai sendo conhecido, construído e modificado durante a caminhada. Isto acontece aos poucos com paciência, respeito, acolhimento e muito amor.

Sempre tive grande interesse por temas que envolvam o comportamento humano.
Ainda muito jovem me perguntava por que algumas pessoas reagiam de formas tão diferentes frente a uma mesma situação ou por que tinham opiniões e pontos de vistas tão distintos. A busca por esta resposta me fez trilhar muitos caminhos para conhecer e aprender sobre o comportamento humano.
É incrível saber que todos nascemos como seres únicos. Essa singularidade é característica genética do nosso DNA. Nossa composição genética exata nunca ocorreu antes nem se repetirá jamais.
Isto quer dizer que temos características únicas e próprias; desejos e inclinações que são exclusivamente nossos. Como se fossem nossa marca registrada.

Em seu livro “Maestria” Robert Greene diz que essa singularidade se expressa pela primeira vez na infância, por meio de certas inclinações primordiais. Ele explica que essas inclinações são forças dentro de nós que vêm de um lugar profundo, incapaz de ser descrito por palavras conscientes. Elas nos atraem para certas experiências e nos afastam de outras. À medida que essas forças nos movimentam para lá e para cá, influenciam o desenvolvimento de nossa mente de maneira muito específica. O autor diz que essa singularidade profunda quer se afirmar e expressar naturalmente.

Conforme nos afastamos de nossas inclinações, vamos nos afastando do nosso Ser e aos poucos vamos deixando de cumprir a nossa missão de vida, que é Ser quem somos.

Ainda citando Robert Greene em seu livro “Maestria”, ele exemplifica o que eu disse acima com uma linda metáfora em que diz: “ao nascermos, planta-se uma semente em nosso interior. Essa semente é nossa singularidade. Ela quer crescer, transformar-se, florescer em todo o seu potencial, movida por uma energia assertiva natural. A sua Missão de Vida é cultivar essa semente até o pleno florescimento, é expressar sua singularidade”.

 
Quantas pessoas maravilhosas, talentosas e brilhantes, cada uma em sua singularidade, estão escondidas? Quanto elas poderiam contribuir para o mundo vivendo a alegria de experimentar e viver a verdade do seu Ser? Sua singularidade?
A busca pelo autoconhecimento é a busca por conhecer esse Ser único que por diversos motivos escondemos, usando muitas máscaras e vestindo muitos papéis.

Através do autoconhecimento e da expansão da consciência podemos vivenciar este processo lindo e viver uma vida mais autêntica.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Alquimia Mental

Texto escrito por Marie Blanche
www.mariebize.com.br
 
"Por que alguns vícios parecem intransponíveis? Algumas obsessões recorrentes?

Parece haver uma parte de nós mesmos que se recusa a cooperar. Comum cair em erros quando ainda os são inconscientes. Difícil é compreender a dificuldade de sair destes círculos viciosos mesmo tendo consciência.

A consciência é o ponto fundamental para o início de qualquer trabalho de alquimia, todavia ela, por si só ,não sustenta a força para a mudança. O que sustenta a força de ação?

Além de reconhecer a existência de um espaço obscuro dentro de si e de iniciar o processo de auto observação e lembrança de si mesmo é necessário algo além. Um senso de conexão deve ser criado, o sentido da vida expandido, o processo de individuação iniciado.

Em diversas filosofias e tradições, a meditação é utilizada como recurso fundamental para o aquietamento mental fundamentalmente necessário para a possibilidade de criar um espaço vazio dentro da mente. Isso é tudo que é necessário. Pois este é o terreno fértil e necessário para brotar a semente da plenitude.

O trabalho de Visualização é basicamente o poder da meditação concentrado num objetivo. Um vazio direcionado. Uma energia de força mental para o objetivo sem criar expectativas de como isso deve extamente ocorrer.
O trabalho de Alquimia Mental é transformar o pensamento em ação criativa e criadora."


Fonte:
https://www.facebook.com/AlquimiaMental/posts/616879698377534

Psicologia Positiva

O que é Psicologia Positiva?

A Psicologia Positiva investiga a dinâmica dos relacionamentos saudáveis, fatores que levam grupos de trabalhos a resultados satisfatórios e a realização pessoal duradoura.

Fonte:
https://www.facebook.com/InstitutoDePsicologiaPositivaEComportamento


O vídeo abaixo é bem explicativo sobre o tema:



Fonte:
http://www.psicologiapositiva.com.br/biblioteca/videocast.php

Felicidade pra quê?
 
No ano de 2000 Barbara Fredrickson, pesquisadora da Universidade de Michigan, recebeu um prêmio da John Templeton Foundation por seu trabalho acerca da função das emoções positivas. Por meio desse estudo, descobriu-se que as emoções positivas (e, por extensão, a felicidade) possuem uma finalidade muito maior do que, simplesmente, a de promover o bem-estar.  
Emoções positivas tais como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, fortalecem nossos recursos intelectuais, físicos e sociais dos quais podemos lançar mão quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresentam no ambiente.

Esse estudo também mostrou que, ao contrário do que ocorre com as negativas, o cultivo das emoções positivas promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, deixando as pessoas abertas a novas idéias e experiências.

Considerando que, a partir da Revolução da Informação, as sociedades têm se tornado cada vez mais complexas e interdependentes, alguns pesquisadores são enfáticos ao afirmarem que do cultivo das emoções positivas dependeria a própria sobrevivência da espécie humana. No mundo corporativo essa realidade se repete.
Por isso, muitas empresas ao redor do mundo têm traçado suas estratégias de gestão de pessoas baseadas nos princípios da Psicologia Positiva. Todas elas cientes de que a promoção da felicidade no ambiente de trabalho pode, além de atrair e reter talentos, transformar-se numa poderosa fonte de vantagem competitiva.

Fonte:
http://www.psicologiapositiva.com.br/psicologia-positiva/tela-psicologia.php













Acesse o site abaixo para ler a matéria e assistir ao vídeo referente à foto acima.

http://www.flowpsicologiapositiva.com/wordpress/

 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Perda X Enfrentamento

A perda é uma situação difícil para todas as pessoas capazes de se envolverem emocionalmente com outro ser humano. Há diversos tipos de perda, mas o objetivo deste texto é falar sobre a perda de um companheiro ou companheira por morte física.
 
Ninguém é capaz de medir a dor de alguém que perdeu seu companheiro(a), porque cada pessoa sente de uma maneira própria. Podemos ter empatia pelo outro, imaginar o quão difícil seja passar por esta dor, podemos até passar pela mesma dor, mas ninguém jamais sentirá da mesma forma que outro ser humano.
 
Ao passar por uma situação desta, cada pessoa terá de achar sua própria maneira de enfrentamento.
 
Em terapia é possível trabalhar a elaboração da perda, falar sobre ela, chorar por ela, trabalhar o luto.
 
Há, contudo, muitas maneiras de enfrentamento e elaboração. Ouvir histórias de outras pessoas, por exemplo, pode ser de grande conforto. Aprendemos que elaborar um luto não é um processo linear. Há dias bons e dias muito difíceis. Há os dias em que a esperança não pode ser vista, outros em que ela é capaz de brilhar.
 
Recentemente li o blog de Angelo Merendino chamado "The battle we didn't choose" (A batalha que não escolhemos). Após 5 meses de casado, sua esposa descobriu que estava com câncer de mama. Após 4 anos de luta ela morreu. Uma das formas que Angelo encontrou para enfrentar essa perda foi fazendo este blog em que ele conta sua história com a esposa. Ele é fotógrafo, então, registrou vários momentos com a esposa. Expôs suas fotos em galerias, gravou vídeos sobre sua história. Ele conta como foram os anos na luta contra o câncer. A ajuda que teve de grupos de suporte. Suas lutas e como tem sido após a perda.
 
Abaixo segue o blog de Angelo:
 
 
Outra história de perda e enfrentamento que acompanho é a de Lisa Nieme Swayze, que foi casada com o ator Patrick Swayze. Patrick morreu em 2009. Como já escrevi neste blog, Lisa adotou várias maneiras de lidar com a perda do seu marido, com quem foi casada por 34 anos. Recentemente acessei seu blog e li algumas de suas postagens nas quais podemos perceber claramente sua batalha nesta jornada de enfrentamento, com altos e baixos, mas que, apesar disto, ela tem uma mensagem de esperança. Em seu último post, de Junho de 2013, chamado "Stronger" (mais forte), ela escreve:
 
"I think I’m lonely tonight because I feel so very, very sorry for that girl who was me a year ago. And there was nothing I could do to help her. But I hold her in her loneliness. And I tell her that I understand. And I remind her that she needs to forgive herself. For not…being perfect…for not….finding her way. And I’d like to whisper in her ear that it’s not over until the fat lady sings. I’d like to whisper that very, very good things are going to happen, and she will receive unexpected gifts in the future. Many, many, very, very, unexpected gifts".
 
"Eu acho que estou sozinha esta noite porque eu sinto tanto por aquela garota que eu era um ano atrás e não havia nada que eu pudesse fazer para ajudá-la. Mas eu a acolho em sua solidão. E eu digo para ela que eu entendo. E eu a relembro que ela precisa se perdoar. Por não... ser perfeita....por não.....encontrar seu caminho. E eu gostaria de sussurrar em seu ouvido que não está acabado enquanto ela tiver vida. Eu gostaria de sussurrar que boas, coisas muitos boas vão acontecer e ela receberá presentes inesperados no futuro. Muitos, muitos, muitos, muitos presentes inesperados".
 
Abaixo segue o site de Lisa:
 
 
Gostaria de terminar com a frase de Nicole Sobon:
 
"Sometimes the hardest part isn't letting go, but rather, learning to start over"
 
"Às vezes, a parte mais difícil não é deixar ir, mas aprender a recomeçar"

 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carreira - Perseguir o sonho

Perseguir um sonho é não desistir frente aos obstáculos; é buscar estratégias para torná-lo realidade; é ter força para lidar com a frustração da espera e com as circunstâncias que enfrentaremos no caminhar.

Primeiro é preciso acreditar no sonho, depois é importante buscar alternativas de por onde começar. Muitas vezes precisamos andar por outros caminhos antes de chegarmos à rota do sonho; estes caminhos nos sustentarão até que possamos, enfim, realizar o sonho.
 
Luciana Ribeiro

Abaixo segue uma transcrição de um comentário de Max Gehringer para a rádio CBN em 29/10/10 sobre perseguir um sonho ou buscar uma carreira de sucesso:

Bobeei", escreve um ouvinte, dando a conclusão antes mesmo de explicar a situação. Ele conta o seguinte: "Comecei a trabalhar cedo, mas não conduzi a minha carreira corretamente. Mudei de área e de empresa diversas vezes, sempre seguindo meus sonhos, ideais e convicções. Fui muito filosófico e pouco prático. Hoje tenho 32 anos e não cheguei a lugar nenhum. Ainda dependo do meu pai financeiramente, tenho um currículo psicodélico, que não me ajuda a conseguir entrevistas, e muito menos um bom emprego. E estou desempregado mais uma vez. Não sei o que faço. Continuo seguindo meu coração, buscando o que gosto de fazer, com a esperança de que um dia serei recompensado?"

Vamos lá. Uma vez, eu respondi a um ouvinte que ele, entre fazer o que gostava ou o que daria mais dinheiro, deveria optar pelo dinheiro. Assim, um dia, ele teria dinheiro suficiente para fazer o que gostava. E alguns ouvintes escreveram discordando da minha opinião.

Mais recentemente, quando falei sobre os cursos que geram mais oportunidades no mercado de trabalho, um par de ouvintes me recriminou por não ter dito que um jovem deveria escolher um curso que mais gosta, e não o que daria mais retorno material imediato.
 
São opiniões sensatas, de pessoas que devem estar fazendo o que gostam, e ganhando dinheiro com isso. Mas que são mais a exceção, do que a regra. Não que a mensagem do ouvinte de hoje seja definitiva, mas ela me parece retratar melhor o que é o mercado de trabalho.

Muitas vezes, há uma dicotomia entre o que gostamos de fazer e aquilo que fazemos bem. Quantos jovens não gostariam de ser músicos, e acabam optando por estudar direito ou administração, e indo trabalhar numa empresa? E aí, descobrem que são muito bons em algo que não era a sua primeira opção emocional, mas conseguem construir uma carreira bem sucedida.
 
Eu sou a favor de qualquer pessoa que queira perseguir um sonho, desde que a pessoa entenda que a recompensa por isso não será garantida. E eu diria mais: a grande maioria dos profissionais que conheço não tinha a carreira atual como primeira opção, quando eram jovens.

Há casos em que procuramos uma carreira, e há casos em que uma carreira nos encontra. Ao nosso ouvinte, eu diria que sim, ele deve fazer agora, mesmo que não goste muito, algo que lhe permitirá fazer mais tarde, apenas o que ele gosta.

Max Gehringer, para CBN.
 

Mercado de Trabalho

Adolescentes de todo mundo enfrentam desafios para conseguir entrar no mercado de trabalho. Isto acontece devido às constantes mudanças que acontecem na economia e nas mudanças de direções do mercado de trabalho, exigindo dos profissionais: flexibilidade, capacitação e personalidade.

Sabe-se que o bom profissional precisa ter conhecimento técnico, estar alinhado às competências valorizadas pelo mercado e antenado com as novas tecnologias e tendências na área de atuação, mas o que realmente as empresas esperam dos jovens profissionais?

Os empregadores pontuam que características comportamentais dos jovens são diferenciais na hora de escolherem o candidato. Quanto a isto, o jovem pode se perguntar: Mas como construir diferenciais quando você ainda não tem experiência?

Não existe uma receita pronta para construir aspectos pessoais, mas alguns pontos são importantes de serem olhados:
 
  • Baixa capacidade de adaptação ao ambiente de trabalho;
  • Habilidades sociais,
  • Atitude e etiqueta no trabalho.
Desta forma, o melhor jeito de aprender a usar a personalidade a favor da carreira e de adequar o comportamento à realidade do universo corporativo é participando de projetos profissionais ainda durante a sua formação, se envolver em trabalhos voluntários, empresas Junior, estágios, realizar cursos complementares e outras ações que ampliem seus contatos e experiências profissionais.

Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais competitivo, no qual a pressão por resultados é sempre crescente e dramática. Devido a isto, as empresas esperam que até mesmo os jovens apresentem qualificações mínimas.

Muitas empresas entendem a dificuldade de investimento em uma educação e também o fato de o sistema educacional brasileiro enfrentar problemas, mas dizem que aconselham o jovem a se preparar ao máximo, buscando oportunidades  de formação em centros comunitários, programas do governo, enfim, onde for possível obter alguma preparação.

Para os jovens que estão no Ensino médio as empresas aconselham  que eles aprendam, melhorem seus padrões de leitura, escrita e informação, pois isso vai ser decisivo para um emprego no futuro.

Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) diz que o jovem precisa investir tempo em sua qualificação, uma porta de entrada que seria interessante é a capacitação de voluntariado, pois atuando como tal o jovem vai adquirindo a capacitação  que o qualificará para um emprego satisfatório.

Abaixo Max Gehringer fala um pouco sobre mercado de trabalho.